Sobre Eleanor e Park

Quando comecei a ler este livro, logo me veio à mente a diferença entre os romances vividos antigamente, para as aventuras que as pessoas costumam viver nos dias de hoje. E a cada página me veio na memória a lembrança de como era boa a ansiedade, o nervosismo e a sensação do corpo inteiro tremer só de ver a pessoa. E foi neste momento que eu entendi que o amor cresce no dia-a-dia, alimentado por detalhes. Ele nem avisa, ele somente chega, te devastando, te inundando e você sabe. Você sempre sabe. Eleanor e Park demonstra esse amor na sua mais pura essência.

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Eu queria poder dizer que gostei deste livro até o final. Mas mesmo o final não sendo da maneira que eu esperava que fosse; nem tão trágico como os de John Green, nem tão intenso como o de Katie McGarry (livro: No Limite da Atração) ainda sim este livro é bom. O amor expresso nele, realmente te faz recordar como se amava antigamente – mesmo eu que nem sou tão antiga assim. E ainda desapontada com o fim inesperado, o que eu entendi a respeito desse livro é que na verdade nem importa muito para onde os personagens foram parar no final, o que realmente importa, é o caminho que eles percorreram para chegar até lá.

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Um livro em que o meio é mais importante que o fim. E independente do que se sucederá no futuro, como a maioria das coisas, não foi para sempre – o que se tem é uma boa e velha história para contar.

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Porque Eu Gosto de Palavras

Foto: Google

 

Eu não me lembro de quando comecei a escrever, eu sempre escrevi, mas nunca diretamente, nunca um texto em prosa, nunca pra alguém. Eram sempre rabiscos, pequenas frases numa folha qualquer no meio dos meus cadernos pra ninguém ler, em agendas, em qualquer lugar onde pudesse guardar só pra mim. Até que um dia, choro não foi suficiente pra expulsar um sentimento doído e eu tava constrangida demais pra contar pra alguém o que eu tava sentindo, então resolvi escrever e eu me senti bem com isso. Na verdade eu me senti ótima, como nunca havia me sentido depois de um desabafo. E de texto em texto fui me apaixonando, fui me descobrindo, fui me expondo cada vez mais.

Aos 18 anos li meu primeiro livro – eu já havia lido crepúsculo, mas no computador. No instante em que terminei me perguntei por que não havia feito mais disso antes, e eu me prometi que nunca mais ficaria sem ler. E tem sido assim, um livro atrás do outro. E agora eu nem sei do que gosto mais. Se é de ler bons textos, ou escrever bons textos – talvez.

Algumas vezes eu cheguei a me arrepender por não ter feito Letras. Mas depois passou. O Serviço Social me trouxe um conhecimento que eu não arremataria em outra faculdade e eu me orgulho de carregar ele comigo. E uma das verdades que eu aprendi nesse curso – se não a maior – é a de que, quem lê, escreve.

Palavras são como estrelas e quando combinadas em ordem certa formam uma constelação literária fascinante. É pura arte! É arte a maneira como algumas pessoas conseguem combinar palavras e com elas tocar corações, umedecer olhos, transformar pensamentos, influenciar atitudes. A literatura, a gramática, as letras, uma sílaba atrás da outra, faz meu coração bater tão rápido quanto as asas das borboletas que eu sentia no estomago quando eu tinha namorado. É paixão. O conhecimento, enfim, é a minha verdadeira paixão e vai ser pra sempre meu eterno amor.