Sobre Eleanor e Park

Quando comecei a ler este livro, logo me veio à mente a diferença entre os romances vividos antigamente, para as aventuras que as pessoas costumam viver nos dias de hoje. E a cada página me veio na memória a lembrança de como era boa a ansiedade, o nervosismo e a sensação do corpo inteiro tremer só de ver a pessoa. E foi neste momento que eu entendi que o amor cresce no dia-a-dia, alimentado por detalhes. Ele nem avisa, ele somente chega, te devastando, te inundando e você sabe. Você sempre sabe. Eleanor e Park demonstra esse amor na sua mais pura essência.

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Eu queria poder dizer que gostei deste livro até o final. Mas mesmo o final não sendo da maneira que eu esperava que fosse; nem tão trágico como os de John Green, nem tão intenso como o de Katie McGarry (livro: No Limite da Atração) ainda sim este livro é bom. O amor expresso nele, realmente te faz recordar como se amava antigamente – mesmo eu que nem sou tão antiga assim. E ainda desapontada com o fim inesperado, o que eu entendi a respeito desse livro é que na verdade nem importa muito para onde os personagens foram parar no final, o que realmente importa, é o caminho que eles percorreram para chegar até lá.

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Um livro em que o meio é mais importante que o fim. E independente do que se sucederá no futuro, como a maioria das coisas, não foi para sempre – o que se tem é uma boa e velha história para contar.

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5 comentários sobre “Sobre Eleanor e Park

  1. Lary Zorzenone disse:

    Olá Nay
    Sempre leio coisas muito positivas com relação a esse livro, mas ainda não tive a chance de lê-lo. Gostei bastante de sua resenha, principalmente porque nenhuma das que eu já havia lido até agora retrata essa história como um amor como os de antigamente. Sou um pouco mais velha que você (bem pouco) e sinto uma imensa saudade de como o amor acontecia antes. Posso dizer que o meu amor para com meu maridinho aconteceu como você descreveu “no dia a dia, com os pequenos detalhes” e quando percebi, já não tinha mais outra forma de viver.
    Um grande beijo e uma ótima semana

    Vidas em Preto e Branco 

    • Nayandra Ramos disse:

      Caramba, Lary, seu namoro e seu casamento devem ser lindos!
      Tenho muita vontade de viver algo parecido de novo, já tive um relacionamento construído a partir do cotidiano, aos poucos, como um muro de tijolos colocados um por um, e lhe certifico de que foi a melhor coisa que já vivi.
      Quanto a minha resenha, fico feliz em ter gostado dela, isso faz com que eu queira escrever outras mais, fique sempre por aqui.
      Obrigada. Um beijão! ♥

  2. Dieniffer Sousa disse:

    Acredita que esses dias mesmo postei resenha dele tbm no blog?
    É um dos livros mais fofinhos que li até agora. Suspirei em vários momentos com ele. A autora realmente conseguiu deixar aquele gostinho de nostalgia, a saudades de quando o amor é menos complicado, quando o simples fato de ver aquela pessoa me deixava feliz o resto dia. E esse livro me fez relembrar de tudo isso.
    Eu tbm preferia outro final, mas acho que foi um final adequado.
    Gostei bastante da tua resenha, Nay.

    Beijos da Nada Neurotica

    • Nayandra Ramos disse:

      Haha, Obrigada, Die ♥
      Então, nossa, parece que me revigorou a respeito de romace – dos reais mesmos. De como são vividos. A sensação, tudo!
      Fico feliz que tenha gostado. Apareça mas vezes.
      Beijinhos 😉

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