Sobre a minha infância

Esta semana que antecedeu o dia doze me fez relembrar com mais intensidade ainda a infância feliz que tive.

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Desde criança eu cultivo praticamente as mesmas amizades, sou grata por isso. Dizem que uma amizade passageira dura no máximo sete anos, que depois isso ela se torna eterna, deve ser real. Aos meus amigos de infância agradeço por todo o afeto de sempre, alguns longe, outros bem pertinho, com presença frequente, outros nem tanto. Estão no meu coração.

Mas hoje eu vim aqui comentar sobre uma outra parte da infância, que de todas as coisas boas dessa época, é a melhor.

Minha família materna mora em Portel (cidade vizinha a 47.93 km). Minha mãe tem 10 irmãos, eu tenho em torno de uns 15 primos divididos em três gerações.

Quando eu era mais nova íamos com muita frequência pra lá, íamos tanto que as vezes até parecia que eu morava lá e aqui.

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Ao lado dos meus primos passei os melhores momentos da minha infância, banhos de chuva, covers de banda, lutas, casinha na varanda, pique-esconde no quintal e muita fuga das “peias” do vovô. Imagine como ele estaria nos vendo todos jovens, encaminhados, com certeza ficaria bolado com as brincadeiras que a gente ia fazer com ele.

Na época, repito, só naquela época (mentira) éramos tão peraltas que nenhuma babá durava com a gente.

Eu e minha prima Fernanda fazíamos tuuudo juntas, mas a gente brigava muito, até hoje rola as encarnações por causa dos nossos fights, mas fomos sempre muito cúmplices. E enquanto aquela prima mais velha que você admira, acha princesa, rainha da beleza, a Barbie em pessoa e quer ser igual? A Zelen era a nossa. E mesmo gostando de ser quem eu sou, ainda a admiro e considero inigualável.

O primo irmão mais velho, protetor, ciumento, aquele que o cuidado é mútuo e que vocês sempre brigam porque querem o bem um do outro. O que briga com todo mundo por você. O que te fala as verdades necessárias. O que faça o que fizer, você morre de raiva e de amor ao mesmo tempo, nunca consegue dizer não, mima por mais que seja errado. O primo fofo, querido, amado, anjinho do coração. A que te admira e quer ser igual a você, te imitar em tudo e acha lindo tudo que você faz – agora sei o que a Zelen sentia. Os distantes, porém queridos. O que só te perturba e o parceiro.

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No nosso meio sempre rola muita zueira, muita bagunça muitos apelidos que nunca somem e que constrangem. E se, se irritar, é pior.

Foram tantos momentos bem vividos, bem aproveitados, como quando a gente brincava todas as tardes de pique-esconde e só a Fernanda era a mãe porque todo mundo se escondia junto no forro da casa do titio. Ou quando a gente ia no parque de diversões todo enferrujado do arraial que ficava perto da casa do vovô. Ou pra “praça do Mikey” brincar sozinhos.

Banhos de piscina na casa da tia Dade, passeios pra estrada, almoços na praia, altas explorações no quintal da tia Zena. Tanta coisa gostosa guardada na memória.

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Essa foto foi do dia em que minha mãe e minha tia levaram meus primos e eu no parque do shopping, lá tinha um palhaço gigante com a boca aberta cheia de algodão doce, eu inquieta peguei e dei pra minha mãe e pra minha tia comerem, mas o que eu achava que era uma máquina de algodão doce, era na verdade um lixeiro! Fuen.

 

momentos (2)

Essa é a Belinha com nove meses, minha tia Bena costumava deixar ela com a gente, quando ela saía colocávamos ela no carrinho de bonecas e arrastávamos pela casa toda pra lá e pra cá, tadinha. Nem sabia falar nada mesmo! ;p

 

momentos (3)

Tia Zena, Matteus e eu, essa foto foi no meu aniversário de 5 anos, Matteus tá no colo da minha tia por causa de mais uma das peraltices da infância. O garoto foi dar de subir em uma caçamba pra se pendurar e acabou sofrendo o acidente machucando a coluna, era pra ele ser meu príncipe de 5 aninhos, mas infelizmente ele não pôde andar nesse dia, mas olha a cara do moleque, danado.

 

momentos

Como a gente tem a mesma idade, sempre tava junto. Esse dia foi quando eu perdi meus óculos de sol novos na praia brincando de sereia, chorei, chorei porque a minha mãe com certeza ia brigar comigo e o César foi atrás e achou pra mim dentro d’água. Herói. ♥

Que nostalgia.

Quanta peraltice e quanta saudade. Espero que meus filhos, com os filhos deles compartilhem juntos momentos como esses que vivemos. Que o nosso laço de sangue, de afeto e de amor nunca, jamais se rompa. Porque o que eu sinto por essas pessoas é bem mais do que eu consigo falar.

As vezes quando a gente cresce deixa pra depois coisas que deveriam ser ditas ou feitas em certos momentos. Eu não quero mais ser assim, não quero mais deixar passar nada. Não quero mais que se passe nenhum dia se quer sem dizer que os amo.

Feliz Dia das Crianças para nós que soubemos aproveitar com intensidade cada partezinha da infância. Obrigada por todos os momentos que me proporcionaram, obrigada por hoje depois de todos esses anos, de toda a distancia estarem aqui e do seu jeito se fazerem presentes na minha vida. Eu amo cada um de vocês pra sempre! ♥

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