Sobre Crises Existenciais

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Eu já tinha ouvido falar, mas não sabia como era até os meus 16 anos. Eu demorei a entender o que era e como funcionava. Mas agora que descobri, vou contar pra vocês como funcionam as crises existenciais em mim e como eu luto contra.

Os sentimentos em mim são coisas muito intensas, quando eu amo uma pessoa às vezes acabo esperando dela mais do que ela pode me oferecer, se tratando de carinho e todas essas outras coisas simples e boas da vida que as pessoas têm para nós. Mas isso não tem nada haver com o tamanho do amor delas, tem haver mesmo com o jeito que elas amam. Eu sofri muito com isso por muito tempo até entender que sim, as pessoas amam a gente, mas amam do seu jeito e nós temos que respeitar isso. Existem pessoas que sabem fazer coisas maravilhosas pra demonstrar que amam, coisas grandes, e outras que não são tão boas nisso e que tem lá seu jeito sutil, ou estranho de demonstrar, mas não é por isso que também não é maravilhoso.

O que eu estou querendo dizer previamente é que você não precisa duvidar do amor de ninguém se por algumas vezes a pessoa for ausente com você. De qualquer modo, já to me adiantando.

Tudo começou quando saí do colegial, eu tinha acabado de ser aprovada no vestibular, mas ao contrário do que todos pensavam, eu não estava lá muito animada. E por quê? Pelo simples fato de que eu estava saindo da minha zona de conforto e ia encarar uma coisa nova completamente diferente do que eu tinha vivido nos últimos 12 anos da minha vida. Meus amigos estavam partindo, e aquela coisa de “as coisas vão ficar mais difíceis, pois cada um segue seu caminho” é verdade. Foi quando eu me senti sozinha, mais que todas as vezes na minha infância, me senti esquecida e vazia. Pra todos os lados que eu olhava não havia ninguém, todos estavam ocupados e distantes demais pra me ouvir, pra brincar e conversar. Foi aí que pareceu que ninguém me amava de verdade, eu me perguntava pelas promessas de amizades eternas, mensagens diárias e de que nada nos afastaria. Confesso pra você que algumas dessas promessas caíram no esquecimento e que não passaram de meras palavras bonitas impulsionadas por momentos bons da nossa vida, que como as tais promessas, passaram. Só que como em muitas coisas na vida essa parte do “ninguém me amava” foi engano meu. Era verdade o que me disseram sobre “os verdadeiros permanecem”, porque sim permaneceram. Claro que nada é como antes, porque vivemos rotinas diferentes, por causa dessas rotinas algumas experiências não são compartilhadas como antes, o que leva a perspectivas também diferentes, mas isso nem vem tanto ao caso, porque como eu havia dito, o que é real permanece. Só que naquela época eu não sabia disso, eu sentava sozinha minha cama e chorei por pelo menos seis meses. Tudo parecia mais difícil, pois estava sempre com esse pensamento na minha mente, eu mudei, passei a ser fria e indiferente com muita coisa e muita gente. Eu passava horas deitada olhando pro teto remoendo a saudade de um tempo que não ia voltar, músicas, fotografias, eu não sabia ‘como aquilo tudo poderia ter passado pra eles’, era o que eu pensava. Eu os culpava.

Com um tempo as crises já não eram mais constantes, elas iam e voltavam, quanto mais tempo passava, com menos frequência elas apareciam. E depois de ter quase perdido uma das minhas melhores amigas eu acordei pra vida e vi que eles não tinham tanta culpa quanto eu colocava sobre eles. Que claro, eles podiam ter feito um pouco mais por mim, mas eu também podia. E fiz!

Resolvi parar de ser ranzinza e reclamar, vi que aquela atitude só afastaria mais ainda eles de mim e esse não era o plano, comecei a entender como funcionavam as coisas com eles, a me preocupar, indagar, ir atrás. Passei a ser pra eles a pessoa que gostaria que fossem pra mim.

Tudo começou a melhorar, eu tinha minha essência de volta e por isso criei este blog pelo qual vos falo, justamente pra expressar coisas que não se podem ser ditas diretamente aí entre uma conversa na esquina, coisas do coração pelas quais algumas pessoas não podem e nem conseguem falar. Então sinta-se a vontade.

Crises existenciais são realmente sufocantes, infelizmente você não as pode evitar. Eu só queria dizer, pra tentar te tranquilizar, que você não é o(a) único(a). Elas machucam sim, só que você não pode deixar que elas sejam maior que você. É um momento de fraqueza, causado por ações alheias, mas só você vai poder lutar contra e vencer, porque é dentro de você que está. E depois quando passar virão coisas boas, você certamente vai raciocinar melhor e ver que nem tudo é tão difícil.

Não existe uma receita secreta para o fim das crises existenciais, mas particularmente, procuro esquecer o mundo e foco em coisas que me deixam alegre, que eu mesma possa fazer sozinha, acabo me distraindo e aí passa. Eu sei que vai voltar depois, mas quando vier, já estarei mais preparada.

Tem coisas que me fazem sentir vontade de ser feliz. Eu sou sempre alegre, mas nem sempre to feliz. Só que a minha felicidade sou eu quem faço. Então a você eu digo pra ter coragem, pra correr atrás e não ter medo dos riscos que se pode correr. Criticas virão e nem sempre serão positivas e construtivas. Mas quando se está feliz quem liga pra negatividade?

Aproveite pra se conhecer e se entender assim sua convivência consigo mesmo será mais saudável e você mais feliz. 🙂

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